Jack Frost x Coelhão - We're still here

 Jack Frost x Coelhão - Canon x Canon - A Origem dos Guardiões - Sexo, gay, angst, romance, furry, xenofilia (alien x humano)

Disclaimer: A Origem dos Guardiões e seus personagens pertencem à Dreamworks Animation e William Joyce. Esse é um trabalho de ficção feito de fã para fãs e sem fins lucrativos.

Todos os personagens aqui presentes possuem mais de 18 anos de idade.

Complemento para a série de fanfics A Guardian's Diary.

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    “NÃO!”

   “O que?! O que foi?!” Coelhão se levantou, agarrando um dos bumerangues que ele deixava ao lado do ninho. Ele olhou em volta, procurando por um inimigo, mas tudo o que encontrou foi o rapaz pálido ao seu lado. “Jack? Ei, moleque, você está bem?”

   Jack tremeu, seus olhos arregalados encarando o nada. Ele demorou um tempo para processar o toque de uma pata em seu ombro e se voltou para o outro como se seus músculos estivessem congelados.

   “C-Coelhão...?” Ele olhou o Pooka da ponta das orelhas à cintura que desaparecia em baixo das cobertas, sua forma iluminada pela suave bioluminescência das plantas nas paredes de pedra. “Você está aqui...” Não era uma pergunta. Jack envolveu Coelhão com os braços, o puxando para perto, apertando seu rosto contra o peito do Pooka como se quisesse se tornar um com o pelo desse.

   “É claro que estou...?” Coelhão ergueu uma sobrancelha, estudando o rapaz em seus braços. Ele passou os dedos pelo cabelo branco do garoto, sentindo quando esse começou a relaxar em baixo de seu toque. “Está tudo bem, Jack?”

   “Eu... Eu tive um pesadelo...” Jack respondeu, sua voz abafada no pelo do outro.

   “Um pesadelo?” Coelhão resmungou, irritação clara em sua voz. Ele envolveu o garoto em um abraço, o segurando de modo protetor, como se fazendo tal coisa ele pudesse afastar tanto os pesadelos quanto a entidade que havia os mandado para Jack. “Não se preocupe, Frostbite. Está tudo bem. Não era real.”

   “Eu sonhei que Breu tinha vencido...” Jack murmurou baixinho, sua voz pulando com um soluço silencioso. “E você tinha desaparecido...” Ele sentiu seus olhos arderem com o início de pequenas lágrimas. “Todos tinham desaparecido...”

   Coelhão afagou os cabelos de Jack, tentando acalmá-lo enquanto o rapaz chorava em seu peito. Os dois ficaram naquela posição por um tempo, até o choro de Jack não passar de soluços tímidos.

   “Foi só um pesadelo, Jack.” Coelhão se afastou um pouco para poder ver melhor o rosto de Jack. Ele secou as bochechas molhadas desse. “Breu foi derrotado e todos nós ainda estamos aqui, incluindo você. Pare de pensar o contrário.” Ele tomou a mão de Jack na sua e a beijou, feliz em ver o rapaz sorrir. “Isso aí, garoto, assim é melhor. Não gosto de ver esse rosto sem um sorriso.”

   Jack riu com aquelas palavras, suas bochechas ficando azuladas. Ele se inclinou para a frente, apertando um beijo contra os lábios de Coelhão, o que aos poucos se transformou em algo mais. Jack envolveu os ombros de Coelhão com seus braços, enquanto esse o puxava para mais perto pela cintura, suas garras suavemente arranhando a pele branca do rapaz.

   “Você devia voltar a dormir...” Coelhão disse num momento em que os dois se afastaram para respirar.

   Jack balançou a cabeça.

   “Não quero...” Ele disse simplesmente, voltando a assaltar a boca do maior. Suas mãos seguraram as orelhas grandes do Pooka, os dedos gélidos fazendo Coelhão tremer levemente.

   Coelhão podia ver que o rapaz ainda estava afetado pelo pesadelo, tanto que tudo o que ele queria fazer era se distrair e não voltar a dormir. Pois muito bem, Coelhão podia ajuda-lo a esquecer o sonho ruim.

   “Ah...” Jack arfou quando Coelhão levou os lábios para seu pescoço. Depois de 300 anos sem muito contato físico com ninguém, o rapaz ainda estava se acostumando a ser tocado daquela maneira, principalmente com os toques quentes do Guardião da Esperança. Parte de Jack na verdade esperava que ele nunca se acostumasse, já que, desse modo, cada momento em que os dois se tocavam se tornaria um momento especial. “Coelhão...” Quando o rapaz notou, ele estava novamente deitado no ninho, as cobertas haviam sido jogadas de lado e Coelhão estava assaltando seu peito – Jack não usava nada além de sua roupa de baixo quando passava a noite na Toca, o calor do lugar e do Pooka ao seu lado sempre era o bastante para ele.

   “Você é lindo, rapaz.” Coelhão sorriu. “Eu já te disse isso?”

   “Só um milhão de vezes. Oh...” A risada do garoto se transformou em um gemido e ele fechou os olhos quando uma língua quente começou a brincar com seu mamilo esquerdo, enquanto dedos mexiam com o direito. O espírito do inverno arqueou as costas, querendo mais, e seu corpo tremeu ao sentir uma pata descer para sua cintura.

   O movimento foi curto, mas violento, chamando a atenção do Pooka, que imediatamente parou por um momento.

   “Posso parar se você quiser, Jack.” Coelhão disse.

   Jack sorriu. Já fazia um tempo desde que os dois tinham ficado juntos oficialmente e desde que os dois começaram a fazer sexo, mas Coelhão ainda era tão educado e cuidadoso, sempre procurando ter certeza de que os dois estavam na mesma página. Jack achava aquilo adorável, mas não era como se o garoto fosse querer parar depois de 300 anos sem experimentar contato como aquele.

   “Se você parar...” Ele disse, relaxando e oferecendo um sorriso torto para o coelho. “... Eu nunca vou te perdoar.”

   Coelhão riu.

   “Muito bem, Frostbite.” Ele se ergueu para poder tomar os lábios do rapaz nos seus mais uma vez. “Então eu não vou parar até você estar tremendo em baixo de mim.”

   “Assim... É melhor... Canguru...” Jack disse entre beijos.

   As patas na cintura do rapaz agarraram a barra da cueca desse e a abaixaram, expondo o rapaz completamente. O Pooka sorriu ao ver o quão excitado o outro já estava, se afastando para poder ver melhor o membro do rapaz, duro e esperando por atenção.

   “Não preciso de muito pra te deixar excitado, hein, Frostbite?” Coelhão tocou o pênis de Jack, lentamente movendo sua pata, fazendo o rapaz gemer alto.

   “Ah, Coelhão...” Jack agarrou os cobertores finos, movendo seus quadris no ritmo lento da pata de seu namorado. Coelhão lambeu os lábios com aquela visão, movendo a pata um pouco mais rápido, observando enquanto o rapaz se remexia em baixo dele.

   Coelhão se curvou sobre o garoto, colocando a língua para fora e o lambendo. Jack tremeu violentamente, um gemido alto escapando sua garganta enquanto sentia seu membro ser envolvido por lábios e uma boca quente.

   “C-Coelhão...” Jack choramingou, movendo os quadris quando o Pooka se afastou.

   Coelhão sorriu torto para o outro, agarrando-o pelos quadris, como que para mantê-lo imóvel, mas ao invés disso, ele se moveu, erguendo Jack pelos quadris, de modo que o único suporte para esse fosse seus braços. O rapaz fez um som alto e surpreso, que logo se transformou em um gemido quando o Pooka levou sua língua das bolas desse mais para baixo.

   Jack se contorceu de modo desconfortável, querendo mover os quadris, sentindo a língua lisa o assaltando, apertando contra pontos sensíveis dentro dele, pontos que o Pooka já conhecia bem agora. O garoto estava tão perdido nas sensações, que nem notou Coelhão se mover para pegar algo que eles deixavam ao lado do ninho.

   Até que de repente ele estava deitado novamente.

   Jack piscou uma vez, duas vezes. Ele observou enquanto o Pooka lentamente abria o pequeno frasco enfeitado com detalhes pookanos, derramando um pouco do líquido que havia dentro em seus dedos, manchando seu pelo. Jack se remexeu no ninho, já sabendo o que vinham em seguida.

   “Coelhão... Por favor...” Ele choramingou, impaciente.

   “Sim? O que você quer, Jack?” Coelhão sorriu, deliberadamente se movendo devagar enquanto colocava o frasco de volta no chão e se colocava em cima do garoto. Ele passou a mão limpa da clavícula do rapaz até sua cintura, o arranhando levemente com as garras, fazendo o garoto gemer.

   “Mais... Mais...” Jack murmurou, movendo os quadris mais uma vez.

   Coelhão ergueu o quadril de seu namorado com uma pata, antes de levar os dedos lubrificados para a entrada desse. Jack atirou a cabeça contra os travesseiros, um gemido alto escapando de seus lábios ao sentir os dedos grandes de Coelhão o invadindo, os movimentos ainda lentos e deliberados.

   “M-merda, Coelhão...” Jack arfou, arqueando as costas, empurrando seu corpo contra a pata de Coelhão. O Pooka sorriu e, sendo cuidadoso com sua garra, ele empurrou o dedo ainda mais fundo, gentilmente apertando contra a próstata desse, sabendo exatamente onde essa se localizava. “Ah! Merda! Bem aí, Coelhão! Aah...!” Coelhão continuou provocando o rapaz, movendo seus dedos até que tudo o que saia da boca de Jack eram gemidos entrecortados. Mas então, sem avisar, ele puxou seu dedo de volta.

   Jack se deixou cair no ninho, tremendo com as ondas de prazer que ainda corriam por seu corpo.

   “Porque parou...?” Ele choramingou pateticamente.

   “Não se preocupe, Jack.” Coelhão riu quando o garoto fez um bico. Jack observou com atenção quando Coelhão agarrou seu membro, grande e duro, finalmente à mostra, e o cobriu com uma quantia generosa do mesmo lubrificante de antes. O garoto tremeu quando o grande Pooka se colocou em cima dele. “Eu vou fazer você se sentir ainda melhor.”

   Jack sorriu para seu namorado, sentindo um arrepio de expectativa subir por suas costas. Ele manteve seus olhos presos em como Coelhão massageava seu membro, o colocando em posição; sentir a ponta lubrificada tocar sua pele fez o rapaz tremer.

   “Pronto, Jack?” O Guardião perguntou, sua voz grave o bastante para fazer o menor vibrar em baixo dele.

   Jack apenas assentiu, impaciente, movendo a cintura, querendo sentir ainda mais. Ele mordeu o lábio, sentindo a cabeça do pênis de Coelhão deslizar pelo círculo de músculos já bem esticados, incapaz de arfar alto ao ser finalmente invadido pelo outro. “Oooh... Coelhão...” Ele gemeu, atirando a cabeça contra os travesseiros.

   “Ngh... Sempre tão apertado, Jack...” Coelhão grunhiu, fechando os olhos e esperando até que os músculos quentes que o envolviam relaxassem um pouco. Ele sorriu torto para o garoto. “Exatamente como eu gosto.”

   Jack gemeu baixinho, seu rosto ainda mais gelado que antes, enquanto seu corpo parecia estar pegando fogo.

   “C-Coelhão... Mais...” Ele pediu como tinha feito antes, erguendo uma mão e entrelaçando os dedos com os pelos do peito do Pooka. “Por favor...”

   Coelhão sorriu tanto com a expressão do garoto quanto com as palavras, movendo os quadris, empurrando ainda mais e parando ao sentir mais resistência. Ele sibilou baixinho ao sentir um frio repentino tocar sua pele, notando como os dedos de Jack haviam produzido pequenos flocos de neve em seu pelo. O rapaz de gelo piscou quando duas patas grandes agarraram suas mãos, as prendendo de cada lado de sua cabeça; mas ele não chegou a processar aquilo, ao sentir o membro grande e quente do outro deslizar ainda mais fundo dentro dele.

   Coelhão repetiu o movimento de novo e de novo até que tudo o que Jack conseguia produzir eram gemidos e choramingos altos. Ele parou por um instante, se reposicionando, finalmente soltando um dos pulsos do rapaz para poder erguer os quadris desse, antes de voltar a se mover.

   “AH!” Coelhão sorriu com a reação imediata. Jack arqueou as costas violentamente, seu corpo inteiro tremendo, quando o membro do Pooka apertou com força contra aquele ponto em especial dentro dele. “C-Coelhão...! Ah! Oh, Lua! Ah!” Jack gritou, incapaz de formar uma frase coerente quando Coelhão voltou a se mover, atingindo aquele mesmo ponto de novo e de novo.

   O Guardião maior observou, admirando como o gelo azul que cobria as bochechas de Jack Frost aos poucos começou a se espalhar pelo pescoço do rapaz, descendo até seus ombros, tomando conta da pele desse. Era tão bonito de ver.

  Coelhão soltou as mãos do rapaz, deslizando as patas pelos braços finos desse, sentindo a temperatura mais fria do gelo fazendo contraste com a pele quente desse, antes de finalmente parar na cintura fina de Jack. O garoto gritou quando sentiu seu corpo ser movido pelas patas grandes do Pooka.

   Jack piscou os olhos para focá-los melhor, sentindo como se sua visão ficando branca a cada estocada contra sua próstata, assim como sua mente. Ele finalmente conseguiu os prender com os olhos verdes e brilhantes de seu namorado; eles estavam mais escuros agora, encobertos por uma nuvem de luxuria que parecia quente o bastante para fazer o garoto derreter.

   “Oh! Oh, merda! Coelhão! E-eu... Ah!” Jack gemeu, incapaz de falar, sentindo a pressão começar a ficar mais forte, apertando contra seu baixo ventre. Ele ergue as mãos, agarrando os braços fortes do Pooka, seus dedos pálidos criando pequenos flocos de neve mais uma vez.

   Coelhão soltou um som baixo, animalístico, que era reservado apenas para aqueles momentos entre os dois, já sabendo o que o garoto queria. Ele se curvou sob a forma menor de seu companheiro, o envolvendo com os braços sem se importar com o arrepio que sentiu com o gelo que envolvia as extremidades do garoto.

   Jack se agarrou ao Pooka com os braços e as pernas, o prendendo no lugar como se aquilo fosse uma questão de vida ou morte, apreciando o calor que o envolveu completamente, tanto por fora quando por dentro. E ele foi incapaz de segurar um grito alto ao sentir os dentes de Coelhão em seu ombro, mordendo sua pele pálida; a energia possessiva que vinha do simples fato de que Coelhão estava tentando marca-lo com seus dentes, fazendo sua cabeça girar. E se não bastasse seus dentes, Coelhão deixou que suas garras arranhassem a cintura e os lados do rapaz, o marcando de novo e de novo...

   E saber que o Pooka o queria tanto assim, que o queria só para ele, foi o bastante para o garoto.

   Com o nome de seu namorado na sua língua ao gritar, Jack atingiu seu ápice, cobrindo tanto sua barriga quanto a de Coelhão.

   Ele gemeu, se segurando ao Pooka enquanto era movido junto com as estocadas do maior, deixando que esse continuasse o invadindo de novo e de novo até que... Jack arfou alto, tremendo quando um rosnado baixo vibrou contra seu ouvido e se sentindo quente como se o próprio sol estivesse dentro de seu corpo.

   Os dois caíram no ninho, respirando em lufadas, completamente imóveis, mas sem soltar o aperto que tinham um do outro, como se se afastar fosse um pecado.  Eles ficaram ali, em silêncio, apreciando a aproximação entre eles e esperando até suas respirações e seus corações se acalmassem.

   Jack soltou um suspiro satisfeito, apertando seu rosto contra o pelo cinza-azulado de Coelhão, confortável, feliz. Ele riu baixinho ao sentir Coelhão fazer o mesmo, tanto a respiração quente quanto os bigodes finos fazendo cócegas em sua pele.

   “Ah... Jack...” Ele ouviu Coelhão murmurar contra seu pescoço e foi incapaz de segurar um gemido baixo; a voz do Pooka sempre ficava mais grave e sexy depois de um orgasmo. “Eu te amo...”

   Coelhão ouviu um arfar e então silêncio, os dedos que brincavam com seu pelo pararam. Ele se afastou, confuso, encontrando dois grandes olhos azuis o encarando, quase arregalados.

   “Coelhão...” Jack murmurou, sua voz fraca por causa dos gritos de alguns minutos atrás. De algum modo, seu rosto tinha ficado ainda mais azulado. “Essa... É a primeira vez que você disse...”

   O Guardião da Esperança piscou, processando aquelas palavras e, se ele fosse um humano, estaria corando de modo similar à como o garoto ficava gelado.

   “Ah.” Ele disse simplesmente, sem saber como responder.

   Honestamente, Coelhão nunca tinha notado que não tinha dito aquilo, mas talvez aquilo fosse culpa de sua natureza, uma vez que Pookas normalmente não falavam tal coisa, já que atos de amor eram mais comuns entre eles. Ele se sentiu um pouco bobo, se lembrando que seu namorado era um humano – ou um dia tinha sido um humano – e que as coisas funcionavam de modo diferente para tal espécie.

   Coelhão examinou o garoto em seus braços, se perguntando se em algum momento Jack se perguntou se o Pooka realmente gostava dele só porque Coelhão nunca tinha dito aquelas três palavrinhas...

   De repente, as pernas em volta da cintura de Coelhão se apertaram com mais força, e as mãos que antes acariciavam seus ombros agarraram tufos de pelo. E antes que o Pooka pudesse compreender, ele foi empurrado em direção do ninho, de modo que os dois Guardiões acabassem trocando de posição.

   “Ah! Jack! Hm!” Ele foi interrompido quando o rapaz sentou sob sua barriga, curvando-se em cima dele e tomando seus lábios em um beijo profundo.

   Coelhão retribuiu o beijo, agarrando a cintura do rapaz para que ele não perdesse o equilíbrio, e permitindo que Jack se segurasse nos pelos que enfeitavam os lados de seu rosto. Seus lábios e línguas dançaram até os dois precisarem se afastar para respirar.

   “Eu te amo.” Jack disse, sua voz suave, só um sussurro. Ele apertou um beijo contra a boca de Coelhão, só um beijinho rápido, antes de plantar outro o canto dos lábios desse. “Eu te amo tanto... Eu estou tão feliz que você ainda está aqui comigo, Aster...”

   Coelhão se surpreendeu a ouvir seu nome do meio, assim como as palavras do rapaz, só então notando as pequenas lágrimas nos olhos desse.

   O que eles tinham feito agora tinha servido para distrair o rapaz, mas Jack não tinha se esquecido de seu pesadelo. Mas Coelhão entendia. Eles tinham chegado perto da destruição cinco anos atrás e, para alguém que tinha ficado sozinho por tanto tempo, dava para entender porque aquilo tinha afetado o rapaz mais do que afetaria qualquer um.

   “Jack...” Coelhão envolveu o rapaz com seus braços, erguendo uma pata e afastando as lágrimas frias que ousaram cair. “Eu também.” Ele disse, sorrindo quando dois grandes olhos azuis se voltaram para ele. “Eu te amo, Snowflake.” Coelhão apertou os lábios contra a testa de Jack, o puxando para mais perto, deixando que o rapaz se agarrasse a ele como se ele fosse desaparecer ali mesmo. “Nós ainda estamos aqui...”

   Mas Coelhão nunca iria desaparecer, ele prometeu, em silêncio, para o rapaz.

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