Rum Tum Tugger x Mr. Mistofoles (Quaxo) - By the fire

Rum Tum Tugger x Mr. Mistofoles (Quaxo) - Canon x Canon - CATS (1998) - Gay, romance, sexo, furry, detalhes animais

Disclaimer: O musical CATS e seus personagens pertencem à Andrew Lloyd Webber e ao Really Useful Group. Esse é um trabalho de ficção feito de fã para fãs e sem fins lucrativos.

Todos os personagens aqui presentes possuem mais de 18 anos de idade. 

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   Tugger não se moveu, ouvindo o som de passos enquanto seus bichinhos de estimação andavam pela casa.

   “Não esqueça das luvas!” A fêmea humana gritou, para o desgosto do gato. Ela normalmente tinha uma voz bonita, principalmente quando cantava, mas sua voz no momento estava rouca graças à um resfriado de alguns dias atrás, o que não era nada agradável de se ouvir.

   “Já peguei!” Um dos filhotes humanos gritou de volta.

   Tugger bocejou, ouvindo passos vindo na sua direção. Ele rolou levemente para o lado, abrindo os olhos um pouquinho para ver quem se aproximava.

   Era a fêmea adulta, seu sorriso estava quase escondido pela gola felpuda da jaqueta e uma de suas pata estava erguida. O gato miou e se afastou, esperando o toque frio de uma pata sem pelos, mas se surpreendendo ao sentir a textura estranha das luvas que ela usava.

   “Está acordado, Mick?” Ela perguntou. “O que está fazendo aqui? Porque não vai ficar perto da lareira com o Houdini? Você deve estar morrendo de frio...

   “E de quem é a culpa?” Tugger sibilou, batendo na pata grande, sabendo que ela não podia entender suas palavras. A humana puxou a pata para longe, o lançando um olhar de irritação falsa.

   Por algum motivo, não muito tempo atrás, os humanos decidiram levar Tugger para fazer uma tosa especial, cortando quase todo o seu pelo, com exceção de tufos nas patas, na ponta da cauda e na cabeça e no pescoço, o fazendo parecer um leão. Tugger reclamou durante todo o processo, mas honestamente, ele não tinha se incomodado muito com sua nova aparência; ainda assim ele preferiria ainda estar com seu monte de pelos. Por sorte sua pelagem já estava começando a crescer, quase ao mesmo tempo enquanto o tempo mudava e ficava mais frio.

   Ignorando a humana, o Maine Coon desviou os olhos para a sala de estar, seus olhos caindo sobre gato preto e branco deitado perto do fogo. Ele apreciou a vista, tanto do lugar aconchegante, quanto do gato. 

   “Michael! Se apresse!” Seu bicho de estimação gritou mais uma vez.

   “Tô indo!” O filhote humano surgiu no corredor. Ele sorriu para o gato de smoking. “Tchau, Houdini! Tchau, Micky!

   Ele acenou para Tugger que o ignorou, antes de soltar outro sibilo depreciativo, sentindo seu pelo – ou o que restava dele – se levantar com o vento frio que tocou seu corpo quase pelado.

   “Charlie, estamos saindo!” A rainha gritou, segurando a porta entreaberta.

   “Tá bom.” O outro filhote disse de algum lugar na casa.

   “Não se esqueça do fogo!

   “Tá bom!” Veio a resposta desinteressada.

   A rainha bufou, mas logo empurrou o filhote macho para fora, finalmente fechando a porta e deixando o vento frio lá fora.

   Tugger soltou um espirro indignado e se esticou antes de pular de cima da mesinha do corredor de entrada. Ele desfilou até a sala da estar, ouvindo o som da lenha estourando em baixo das chamas e sentindo o calor da sala o envolvendo.

   Tugger se aproximou do gato estirado no tapete. Ele tomou um tempo para apreciar a visão de seu companheiro sob a luz vibrante das chamas, observando como o pelo desse parecia brilhar e reluzir; Quaxo quase sempre estava brilhando, coberto em algo parecido com glitter – mas muito mais mágico – que Tugger simplesmente adorava encarar.

   Pode-se dizer que ele tem uma atração por coisas brilhantes.

   As orelhas de Quaxo se moveram, embora pudesse mais sentir do que ouvir os passos silenciosos do Maine Coon. Ele não se moveu, mas abriu seus olhos heterocromáticos, sorrindo para o gato maior.

   “Até que enfim.” Disse, fechando os olhos mais uma vez e rolando para ficar de costas.

   Tugger deu alguns passos até alcançar o gato de smoking, apertando sua cabeça contra a desse, antes de derrubar seu corpo contra o do menor. Quaxo soltou um leve “uff” e se remexeu no lugar, mas não se afastou, nem reclamou.

   “Ah, isso é bom...” Tugger começou a ronronar.

   Os dois ficaram em silêncio, apreciando o momento e o calor.

   “Sinto pena de você...” Quaxo disse em algum momento. “Tosado desse jeito...”

   “Ei, o que eu posso fazer? É fashion.” Tugger ronronou e ele podia praticamente ouvir o gato rolando seus olhos em baixo dele.

   “Você parece um bobo.”

   “Você quer dizer que eu pareço ‘sexy’, e você sabe disso.” O gato maior se moveu até poder olhar para o outro.

   Quaxo abriu seus olhos mais uma vez, lançando à Tugger uma expressão nada impressionada. Tugger sorriu torto. Ele conseguia ver através do mágico, ele sabia que Quaxo o achava sexy, ele só gostava de brincar de ser “do contra”. Tugger gostava daquela brincadeira; isso só o provocava mais.

   Ele se moveu de modo ágil, deitando em cima do gato preto e branco e até seus peitos e focinhos estarem tocando um ao outro. Eles se encararam, um olho azul e um dourado se perdendo em dois orbes caramelo-âmbar.

   “Qual é, você me acha super sexy~.”

   Quaxo bufou, se movendo em baixo de Tugger. O movimento, mesmo que leve, foi feito deliberadamente e o Maine Coon sorriu.

   Tugger apertou seu focinho contra o pescoço de Quaxo, sentindo seu cheiro e lambendo o pelo preto e branco. O calor de ambos o corpo pequeno em baixo dele e o fogo queimando ao seu lado o envolvendo com tremenda força agora que ele não tinha tanto pelo para proteger sua pele; e Tugger tinha que admitir que estava gostando daquela sensação.

   Quaxo gemeu, erguendo as patas para brincar com a juba de Tugger, enquanto suas pernas envolviam a cintura do maior, o mantendo preso no lugar.

   “Pelo menos você ainda tem a sua juba...” Ele disse, sem ar, enquanto a língua farpada de seu companheiro descia por seu pescoço, patas largas acariciando seus lados. Ele já podia sentir sua excitação se tornando mais pronunciada entre suas pernas. “Tanto pêlo... Você sequer precisa do resto tendo tudo isso?”

   “Hm... Você gosta da minha juba...” Tugger disse com convicção, levando seus beijos e lambidas para o peito branco do menor.

   “É grande demais e dá tanto trabalho pra arrumar...” Quaxo reclamou, mas Tugger sabia que aquilo só queria dizer que ele gostava. Afinal, porque então era sempre ele que começava suas sessões de limpeza?

   Quaxo gemeu baixinho, arqueando suas costas e se apertando contra o corpo maior acima, querendo sentir mais e mais das lentas e sensuais lambidas. Um ronronar profundo fez seu corpo vibrar, e Tugger respondeu com seu próprio ronronar, sem parar com o que fazia.

   Tugger ergueu seu olhar, encontrando Quaxo o observando com olhos semicerrados. Ele fez um pequeno show para seu companheiro, desacelerando suas lambidas enquanto descia pela barriga do gato monocromático, deixando suas patas grandes acariciarem as finas mas fortes pernas, levantando-as até seus ombros.

   “Ah...!” Quaxo arfou, tremendo ao sentir bigodes delicados tocando suas áreas sensíveis.

   Tugger apertou o focinho contra a virilha de seu companheiro, farejando a área e sentindo o cheio de excitação e desejo, mas não ousou se focar no membro já duro e quente do menor. Ele mordeu e lambeu o lado de dentro das coxas de Quaxo, apreciando os suaves miados e gemidos que arrancava do menor, sentindo os músculos tremendo em baixo de seus lábios. Tugger sabia o que aqueles sons queriam dizer e ele observou enquanto o gato se remexia em baixo dele, movendo os quadris e querendo que os lábios do Maine Coon se focassem em outro local.

   Mas ao invés de fazer tal coisa, ele se moveu para longe da virilha de Quaxo, deitando em cima do menor mais uma vez. O gato magico encarou o outro com surpresa e confusão, sendo puxado para longe de sua nuvem de prazer.

   “Ah... Sério...?” Ele bufou, claramente frustrado.

   “Só estou tentando me esquentar, é só isso.” Tugger ronronou, novamente escondendo seu rosto contra o pescoço do outro, apertando seus corpos até que não houvesse o menor espaço entre os dois. “Que tal me ajudar com isso, hein?” E para adicionar mais efeito à suas palavras, ele moveu os quadris, sentindo o pênis duro de Quaxo esfregando contra seu estomago tosado, o que apenas ajudou seu próprio membro a ficar mais excitado.

   “Se você quer ficar quente, vá para perto do fogo.” Foi só o que o gato de smoking disse, embora desse para notar que estava tentando se impedir de gemer com a fricção.

   Com um movimento rápido – e talvez um pouco de mágica – Quaxo deslizou de debaixo de Tugger, dando passos decididos em direção do cercado de metal da lareira.

   “Eu prefiro não queimar o meu pelo.” Tugger disse, sem se mover do lugar, apenas se inclinando para o lado para observar o outro.

   “Você nem tem pelo o bastante para queimar.” Quaxo revirou os olhos, sentando em um dos tijolos que enfeitavam os lados da lareira.

   “Ai, golpe baixo...” Tugger grunhiu, mostrando um biquinho.

   O gato de smoking não respondeu, apenas sorriu torto, movendo a cauda de ponta branca na direção do outro de modo convidativo.

   Tugger se levantou, se aproximando de seu companheiro, sua forma maior se elevando sob o pequeno macho de modo quase intimidador. Mas Quaxo não estava intimidado, se inclinando para trás e colocando seu peso na palma das patas, encarando o maior com um olhar expectativo.

   O Maine Coon deslizou as patas pelo corpo do gato de smoking, afagando seu peito branco e brincando de modo provocativo com os mamilos quase invisíveis. Quaxo gemeu, se inclinando contra o toque, arfando quando as garras de Tugger tocaram sua pele. Tugger afastou as pernas do menor para que seus corpos ficassem mais próximos e Quaxo rapidamente envolveu a cintura de Tugger, o puxando para perto, e ambos gemeram ao sentir a fricção entre seus membros.

   Tugger se curvou sobre a forma pequena de Quaxo de modo possessivo, enquanto o gato se inclinava mais para trás. Ele esfregou seu rosto contra o de seu companheiro, que ronronou, retribuindo o contato.

   O som de uma porta fechando não muito longe da sala de estar fez Tugger erguer sua cabeça por um momento. O lugar estava praticamente tomado pelo silêncio e a filhote humana não estava à vista – possivelmente ainda focada em suas revistas em outro canto da casa.

   “O que foi?” Quaxo puxou a atenção de Tugger de volta para ele, se inclinando para cobrir a mandíbula do maior com beijos.

   “Só tendo certeza de que não vamos ser interrompidos.” Tugger tinha que se esforçar para falar enquanto os beijos se tornaram breves lambidas. Seu pescoço e mandíbula eram áreas delicadas e Quaxo sabia daquilo.

   “Eu não acho que ela vai voltar cedo...” O menor ronronou.

   “E... Você tem algo a ver com isso?” Tugger ergueu uma sobrancelha.

   “Vamos dizer que... Eles precisam trocar a fechadura da porta do banheiro mais cedo ou mais tarde.” Quaxo deu de ombros.

   Tugger sorriu. O que esperar de seu companheiro? Tantos gatos achavam que Tugger era uma má influencia para o tímido, puro e calmo gato monocromático, mas aqueles que realmente conheciam Quaxo sabiam que ele era tudo menos puro. Às vezes, Tugger tinha certeza de que Quaxo era a má influência em sua vida.

   “Ahm...” Quaxo gemeu enquanto Tugger apertava seu quadril contra o dele, movendo daquele modo que fazia as gatinhas e alguns dos gatos da tribo gritarem.

   Ele deslizou as patas pela juba de Tugger, colocando as garras para fora e se segurando contra o gato maior enquanto movia seus quadris junto com ele. Um gemido alto escapou sua garganta ao ouvir um rosnado perto de sua orelha. Os dois se moveram um contra o outro, iniciando um ritmo continuo. Quaxo arfou enquanto Tugger lambia uma de suas orelhas, logo levando seus lábios para o pescoço do menor, lambendo e o mordendo com caninos pontiagudos. O Maine Coon deixou que suas patas agarrassem a cintura do gato mágico, o ajudando a se mover, esfregando seus membros um contra o outro.

   Ele continuou explorando o corpo de seu companheiro, procurando pelas áreas mais sensíveis de Quaxo com ambos lábios e patas, prestando atenção aos gemidos e arfares do menor. Quaxo normalmente não implorava por sexo, mas de vez em quando Tugger conseguia alguns choramingos com uma boa sessão de provocação.

   Honestamente, Tugger estava tentando se controlar, tentando se impedir de jogar o gato monocromático no chão e deixar seus instintos tomarem conta...

   Duas patas contra seu peito o empurraram levemente, quebrando seu foco.

   “Misto?” Tugger se afastou, olhando para o menor de modo confuso.

   “Quente demais...” Quaxo reclamou.

   Tugger quase riu, dando alguns passos para trás para permitir que o outro se movesse. Quaxo se levantou, tomando um momento para se esticar, curvando as costas de modo sensual. Tugger observou, lambendo os lábios enquanto seus olhos exploravam o corpo de seu amante.

   Uma vez tendo terminado seu espreguiçar, Quaxo tomou alguns passos para longe da lareira, dando as costas para o outro gato enquanto se inclinava para o chão, apoiando seu peso nas patas e nos joelhos. Ele olhou por cima dos ombros, levantando a cauda de modo provocativo e sugestivamente movendo os quadris.

   Tugger soltou um rosnado, um som grave vindo do fundo de seu peito, com a visão. Ele se ajoelhou atrás de Quaxo, parando para passar suas garras pelos lados de seu companheiro, parando em seu traseiro e agarrando os músculos em baixo de seus dedos. Quaxo gemeu com o toque, movendo seu quadril mais uma vez, querendo mais do que só aquilo.

   “Vai ficar ainda mais quente aqui...” Foi só o que Tugger disse, se inclinando sobre o gato menor. Quaxo ronronou, erguendo mais a cintura e apertando contra seu companheiro, sentindo o membro excitado de Tugger.

   Tugger lambeu o pelo escuro da nuca de Quaxo, se demorando sobre a área com pele em excesso, antes de seguir seu caminho para baixo, cada lambida e mordida deliberadamente lenta e provocante. Ele conseguia sentir o corpo do menor ficando mais tenso, o ronronar cada vez mais alto e mais forte. Tugger instintivamente estocou contra Quaxo, apertando seu pênis duro contra a bunda do menor.

   “Tugger...” O gato magico reclamou, olhando por cima do ombro e lançando um olhar sério para o maior, sua cauda fez um movendo forte contra o lado desse. “Me fode logo...”

   Bem, aquilo veio mais cedo do que o esperado.

   Tugger se perguntou se devia continuar provocando um pouco mais... Mas decidiu que já estava excitado demais para aquilo.

   Ele se pôs em uma posição ereta, empurrando a cauda negra para o lado e lentamente deslizando para dentro. Quaxo sibilou com a invasão, garras fincando no tapete. Tugger se moveu com lentidão, sabendo que mais cedo ou mais tarde, Quaxo iria se acostumar com a sensação; ele empurrou mais para dentro, devagar, até sua cintura estar colada com o traseiro do menor.

   Quaxo soltou um miado suave enquanto seu corpo relaxava, se acostumando com a presença de Tugger. Ele apreciou a sensação de estar conectado tão profundamente com seu companheiro, a pequena pontada de dor sumindo e dando espaço para puro prazer. Ele se moveu, mostrando que estava pronto.

   Tugger puxou para fora lentamente, e então empurrou para dentro mais uma vez, repetindo o movimento e aumentando a velocidade a cada estocada. Quaxo respondeu cada movimento com um remexer, aos poucos se movendo junto com o maior, até os dois estarem seguindo um único ritmo.

   O ar ao redor deles se encheu com o perfume de pura excitação. Quaxo gemeu cada vez que Tugger tocava seus pontos mais sensíveis, mais profundos, sua cauda se movendo com força e garras fincando no tapete.

   Tugger segurou a cauda com uma das patas, massageando a área sensível onde ela se conectava ao corpo do menor; enquanto sua outra pata segurava a cintura de Quaxo, o puxando de encontro a ele a cada movimento. Ele se reposicionou contra o menor, sabendo que se se movesse de um certo modo...

   “Ah!” Um gemido alto escapou o gato monocromático, e Tugger sabia que ele tinha acertado o ponto que ele queria.

   Ele manteve a posição, estocando contra aquele ponto de novo e de novo, o ritmo se tornando mais e mais frenético. O gato magico gemia e arfava em baixo do maior, quase sem ar, se inclinando mais contra o tapete quando seus braços começaram a perder força, o que fez com que seu traseiro se erguesse ainda mais.

   Tugger se curvou sobre Quaxo, colocando as mãos contra a tapete para apoiar seu peso, e continuou fodendo o pequeno gato com força, gemendo alto enquanto Quaxo miava suavemente em baixo de sua forma grande. Em algum momento ele notou quando Quaxo começou a se mover fora do ritmo.

   “Ah...! Tugger...!” O gato mágico gemeu, olhando por cima de seu ombro. Seus olhos, nublados por excitação e desejo, se prenderam nos de Tugger e o Maine Coon se sentiu de repente sem ar. Seu companheiro era tão lindo, ele poderia ficar olhando para Quaxo por dias e dias, sem se cansar. “Me morde...”

   Tugger sorriu com o comando. Ele passou a língua farpada pelo lado do pescoço de Quaxo uma última vez, antes de envolver a área da nuca desse com sua boca, o mantendo preso no lugar com seus dentes. A sensação dos caninos contra sua pele fez Quaxo quase gritar de prazer.

   Com a segurança dos dentes pontiagudos de Tugger o mantendo no lugar, só foram precisos mais alguns movimentos frenéticos de Quaxo para que esse chegasse à seu clímax, sujando o tapete vermelho em baixo dos dois, com um gemido alto que soava como o nome de seu companheiro.

   Sentindo as paredes de Quaxo apertando em volta de seu membro, Tugger aumentou seu ritmo, chegando cada vez mais perto de seu orgasmo, enquanto continuava tocando todos os pontos sensíveis de seu companheiro. E então, com um rosnado abafado, Tugger imitou Quaxo, completamente se desfazendo dentro do menor.

   Quaxo miou em baixo de Tugger, se sentindo cansado e satisfeito. Ele soltou um choramingar baixo quando os dentes de Maine Coon soltaram sua nuca, mas logo começou a ronronar quando uma língua farpada lambeu a área de modo doce.

   Depois de respirar fundo algumas vezes, Tugger se afastou do menor e rolou para o lado com um suspiro satisfeito. Seus olhos se encontraram e o gato maior sorriu de modo convencido, se inclinando para apertar o rosto contra o de seu companheiro mais uma vez.

   “Quer ajuda?” Perguntou, observando enquanto Quaxo se levantava, esticando as costas.

   “Nah, eu faço isso.” O gato magico disse, já sabendo sobre o que o outro se referia.

   O momento foi interrompido pelo som de alguém tentando mover uma porta.

   “Ah, é.” Quaxo fez um movimento com a ponta dos dedos e o som parou assim que a porta foi aberta violentamente, batendo contra a parede com um alto “bang”, seguido por um grito surpreso.

   Os dois ouviram sem interesse enquanto a humana corria pelo corredor, parando na sala de estar com uma expressão estranha. Tugger se virou para seu bichinho de estimação, ainda com aquela expressão convencida em seu rosto; enquanto Quaxo ignorou a humana, se curvando para se limpar e se livrar de qualquer evidencia do que os dois tinham feito – bem, pelo menos em seu próprio pelo, os humanos podiam cuidar do tapete.

   “O que diabos vocês estavam fazendo?!” A filhote de humano gritou. Após alguns segundos de silêncio – como se esperasse que os gatos realmente respondessem – ela bufou, desaparecendo no corredor mais uma vez.

   “Você fez muito barulho de novo.” Tugger disse.

   Quaxo parou de se limpar, sua língua ficando para fora da boca por alguns segundos antes que ele a recolhesse.

   “Eu fiz barulho?” Ele ergueu uma sobrancelha. “Eu diria que você foi o mais barulhento dentre nós dois.”

   “Nah...” Tugger riu, desviando de uma patada.

   “É, tá...” A humana voltou para a sala de estar, segurando o que os humanos chamavam de telefone contra sua orelha, o fio que o conectava à parede se esticando enquanto ela se movia. “Não, mãe, eu pensei que eles estavam brigando, mas eles estão bem... É, tá.” Ela lançou um olhar irritado para os gatos, mas logo os deixou de lado. “Não! É sério! Tem que arrumar essa fechadura! E se eu não conseguisse destrancar? Eu ia ter que esperar vocês chegarem--

   Os dois gatos logo a ignoraram e o que quer que ela tinha a dizer sobre ficar presa no banheiro.

   Tugger se esticou no tapete com um bocejo, cansado e satisfeito.

   “Quente o bastante agora?” Quaxo perguntou, lambendo a pata e lavando as orelhas e o pelo em sua cabeça.

   “Hm...” Tugger tomou um momento para pensar, agarrando um braço preto e branco e o puxando para baixo.

   “Ah!” Quaxo soltou um miado surpreso, caindo sobre Tugger. Ele sibilou, tentando dar uma patada ou duas em seu companheiro, mas sem conseguir fazer nada mais do que isso, quando os braços do Maine Coon o envolveram, o puxando contra um peito felpudo. “Tugger! O que...?”

   “Ah, agora sim, quente e aconchegante.” Tugger ronronou, apertando o rosto contra o pelo de Quaxo, apertando mais o abraço quando esse tentou fugir.

   Depois de mais alguns segundos de luta, Quaxo desistiu com um suspiro. Ele sorriu por fim, aceitando seu destino e se apertando contra seu companheiro.

   “‘O Rum Tum Tugger, para ele afago é besteira’, uhum, sei...” Ele murmurou, sentindo os braços o apertarem com mais força e o ronronar ficar mais alto.

 

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